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dois filmes, três cabeças, duas sentenças

Do ano que foi ficam dois (e não é nada mau; por norma não fica nenhum): Alexandra e Quatro noites com Anna . Não sendo cabeça analítico-cinéfila - sou um pouco trapalhão com palavras, que ajunto em penosos tours de force - tenho o meu orgulho. Não gosto de dar parte de fraco. Vá lá que, nestas coisas do gosto, há sempre a quem pedir que preencha o vazio de vaga-lume e nos irmane num pequeno Armazém Incomum, de que serei Fiel para toda a vida com o escrúpulo que a Classificação Nacional das Profissões impõe. Sou pobre (d'espírito) mas bem-agradecido. Obrigado, Augusto; obrigado, Daniel.

estamos todos pensando como o homem pensa*

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Dedicado à Palmira, ao Carlos, ao Filipe e à Alzira. E mais duas coisinhas: 1) não perguntem pela Alzira. Tem nome de rainha e isso basta-me; 2) não me questionem acerca da concordância do John. Quero que o John se foda. * Excerto (mínimo) de João Guimarães Rosa, a página 306 de obra que fica comigo e com quem, da dica, provar-se achador .

yellowknife

Meu destino próximo, bem dentro dos Northwest Territories , harmonizando vontades de enfermo - cada um tem o Dom que merece, um coração que insiste em bater a ritmo desenfreado e o compromisso de suportar os carregos dos meus heterónimos até que a grande máquina financeira do mundo entre nos eixos. Os manda-chuvas lá do sítio prevêem uma acentuada subida da temperatura. Tanto melhor. A sétima camada de roupa, o telemóvel, os lenços de assoar e os avisos à navegação do Primeiro Magistrado da Nação não seguem viagem.

this is it

Para rescaldo - com a rusga fresquinha, fresquinha na memória, era isto ou a foto de um recém-nascido com icterícia.

propriété et propreté

Garçons de tout l’age vieux et pas vieux garçons tombant et pas amoureux des jeunes et pas si jeunes filles de la société de verre, il faut se tenir ses gardes des valeurs axiales, de la fleur des pois de la femme bourgeoise : propriété et propreté. Vous en avez où vous n’en avez pas.

pastoral crioula

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A que vêm a menina e o modo no último dia do ano? Vêm donde têm de vir, melhor dizendo das minhas impureza visceral e querela com guarda-chuvas e do Réveillon , que puxa o francês contra o inglês e o português à vez, que puxa ao bocejo bem dado, que é outra coisa – não, não é triste nem é fado nem se refere ao Conde de Ferreira – e que encaminha para uma lição para profissionais sobre o remanso, o nullius coitus , os absorventes femininos (tampões, pensos higiénicos, etc.), a indústria d’ostras e a minha relação canhestra com a técnica de suavização de desmandos internos e externos conhecida por eufemização. Acha tudo estapafúrdio, leitor(a)? Vá por mim, que tenho uma posição estimável e insuspeita na vida e muito bem acompanhada pelo Thomas White. Não sabe quem é, nem o que fazia ou quando viveu e por quanto tempo? Escusa. That deadly pyrrhonic poison é só uma frase assassina entre tantas outras.

landschaft mit entfernten verwandten

Ele é isso e não podia ser ou comer os do lado, sim senhor, maranhinha (ou estrondo no tubo d’escape) para puxar o número ao pinga-amor de donzelas resgatadas da sarjeta e das horas de entrada e saída nos balneários de gabirus e trinca-espinhas em trajes menores. A troça amofinada e a última oportunidade darão para uma homenagem tardia ao Deus não-Núbio – aqueles olhos e o grelo em que se embargaram não enganam ninguém. Primar-se-á – como sempre – por conversa mole – o nadir da vida sem vontade própria. Ele – ele o do fio de fumo, da voragem d’ar poluído e das paradas por defeito da meia-idade para ter juízo em diante – foi o homem que nem a chegar o ferro ao fogo pisou o risco, preferindo esbanjar o melhor do trato adúltero a galgar a vida monástica – isto não faz sentido, mas quem esperar levar daqui texto salvo pela lógica sai (descon)fiado e baratinho atrás do José Eduardo sob votos insistentes de boa sorte; o homem – ainda ele! , como diria o saudoso Alves dos Santos – que já est...