Por um daqueles fretes do destino em que o domingo é pródigo, encontrei ontem o José Eduardo. Está velho. O corpo enfunou, veste sem gosto, sem alinho. Um caco, que o pivete a fritos entranhado na fatiota coçada franqueia à náusea orgânica. Sem me dar ensejo de escusa, pegou-me pelo braço e verteu porrigem sobre a corja prosperante da política e da imprensa, na ideia lá dele gente arteira, untuosa, tão módica nos afectos quão prestável e subserviente ao trato dos poderosos da economia e das finanças. No crescendo encontrou Lisboa. Demorou-se em Lisboa, A Pestilente . Tirou uma folha amarfanhada do bolso direito do casaco. Retinha uma passagem do Journal of A Voyage to Lisbon , opúsculo póstumo de Henry Fielding, publicado no ano do grande terramoto e das valas comuns a perder de vista. Fez questão de a ler, conferindo ao acto aparato de mensageiro do Soberano. If a man was suddenly to be removed from Palmyra hither, and should take a view of no other city, in how glorious a light would...