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A mostrar mensagens de dezembro, 2007

2007

Fremd bin ich eingezogen, Fremd zieh' ich wieder aus.

nomes líricos

Esta manhã conferi listas, das dos machos fruidores. Um sério (e inútil) aviso. Heterossexual e sujeito que gosta de mulheres entroncam a custo. Homem varonil, homem que é muito homem acha companhia e diversão (e insistência) de mulher chata e modorrenta. Entendo mas não sou inteiramente assim. Os meus dois duas são. Esta manhã hoje é um nome Nem mesmo amanheceu nem o sol a evoca Uma palavra palavra só a ergue Com um nome amanhece clareia Não do sol mas de quem a nomeia [Fiama Hasse Pais Brandão, O Nome Lírico ] Esta manhã dei-lhe um beijo. Foi para sempre. Venho amargurando.

fa©tomontagem

Em 2007, Sócrates conseguiu o que nenhum outro líder político teve antes dele: uma sociedade que o aceita sem particular entusiasmo, certa das suas imperfeições, mas que desistiu de pensar por si própria. Por altura da fraqueza – que me dá a horas de fazer corar de cobiça os desvalidos do domingo – estive vai não vai para começar uma série com a análise de cortar a respiração (e os tendões das mãos) acima. Inspirada no futebolês, levar-se-ia Frases para a fotografia . Maldita a hora. Comprometido, fi-la (mais) bonita. Lá picaram o ponto . Era uma vez um tabelião auto-de(com)posto, um sorriso amarelo e muita serradura. Para os seus lugares entram, em 2008, um menino com a cabeça a prémio, os brinquedos dos amigos e um nome muito feio.

shall I play God for you?

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Sir John Everett Millais, Christ in the House of His Parents [The Carpenter’s Shop] , 1849-50 No, Jesus. Noone expects you to be a child prodigy.

natal

O Natal tem muitos pretendentes e encarregados. Mais a mais reeditam-se (e legendam) e não dão pela sinestesia. Elefantes brancos em casa de bonecas. A Rita – que é desconfiada e medrosa e interposta do Machado de Assis – é que (n)os topou bem. A virtude é preguiçosa e avara, não gasta tempo nem papel; só o interesse é ativo e pródigo . Dispenso da (minha) vida mental e física os ais-(menino-)Jesus balofos e a tesura caritativa, todo esse o conjunto protobélico que fustiga a voz infantil – que combuste de boca em boca diverso da matriz e da linha recta. Cotejada na Paixão a Natividade não passa de analepse necessária aos trinta para os trinta e três e à hageografia. O meu Natal, esse nada tem que saber. É quando uma (determinadíssima) mulher quiser. Contra todas as previsões, este ano a bala com o meu nome não saiu nem pelo cano nem pela culatra. Foi indo e indo e indo no caudal vagaroso da inércia.

continuando a história da caroch(inh)a (que morde como escorpião)

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Perdoa-se a olho nu e por tudo e por nada os quilitos a mais pelo bem que me fez. Que bem? Olhem, já não fico em sentido (proibido) quando alguma sumidade amestrada a chicote suando abundantemente define o estado da arte e de graça: Dem Führer gehorch’ ich . Note-se que do Führer ao Vater e vice-versa é somente uma questão de orgulho e preconceito. Quem tem um filho tem tudo, quem tem uma caterva faz-se homem de letras (e descansa em paz) . Estarei a dar sinais de senilidade precoce? Quiçá. Mas garanto que ainda não foi desta que queimei as pestanas.

cara ou cu

A crer na imagem (ena, uma ligação comme il faut, old way nesta paróquia) favoreceu o sim-senhor (duplo sentido, estilo forçado que calha sempre bem quando em estando de saída me espalho ao comprido). Cá pr’a mim, já era e nunca foi mais que assim-assim (não há uma sem duas, nem como negar). Lá diz a sabedoria popular, delas, em chegando aos trintas e tais. Que também antepõe pacóvio a provinciano (deixemos os saloios – excepto os que fazem questão – fora desta história). Aí é que enfio o barrete até ficar com hálito desastroso e génio transtornado. Mequetrefe, machatim. Os dois, húngaro e transmontano. Má-vontade? Essa já cá canta e há muito, e que pudera – nos meus bons dias – pactuar. Mas não o estou a ver – palavra de honra que não estou – a conhecer o dizer algo canalha do algo carecido D.H. Lawrence para etiquetar (e tornear) a casta dos happy few: carochas que mordem como escorpiões . Os dois, pois – rendendo-me à citação familiar: [esquilos] tão cinzentos e ladinos que dão ...

der neue geist des kapitalismus*

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Hans Hollein, Mobile office , 1969 Pulas areia da istrada Cum as perna já meia bamba, Um dispotismo de gente Vinha cantando num samba Fazendo um grande berrêro ! It’s such a fine line (chacun devient, pour son bien, un émule) Victors akin to Dark Horses shall fight like cornered rats. Assim (digo eu), meninas e meninos, têmpera para dar a outra face à Angstbeissen e batalhar pelo mealheiro (hipnótico balão de oxigénio). Em bem meus bens aprontando: Agora, tômbém reméxe… Grunguza na tua dô, Que a terra mais remixida É a terra que dá mais frô. * Por mim, eu, o Catullo (da Paixão Cearense) e mais uns quantos.

paz

À mão? Então é assim. Eros adolescent. La pédérastie dans la Grèce antique , Sexual Variance in Society and History e Les bûchers de Sodome. Histoire des «infâmes» , donde de resto à página e frase tanta (cento e sessenta e um, quinta) se lê – e que magistral saiu: Tout ce qu’on put faire pour lui fut de le laisser choisir le grand-maître qui devait le «visiter». Dir-me-ão que escusava de ter lido e conscrito. Pois é, mas que saciem e estafem noutras bandas, engrossando as turmas visitantes e delegações de notáveis dos muitos Capitólios que há deste mundo ao Próximo Ocidente. Vai ver se eu estou lá fora a colar cromos no dorso duma besta de carga. E se nem assim se lhes aviva o entendimento (mesclando sobressalto e desmoralização), valho-me do demonstrativo xô! , com apito, secreções próprias da época do ano e notícias do Além. Não se preocupem. Eu (tirito de frio mas) estou (e trato-me) bem. Estou entre a prateleira e a travessia pé ante pé (e ocasionalmente na bundinha da freguesa,...

o álbum do ano*

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*Claro que tem barbas (e escusado será dizer que ouço em repeat ).

pro bono (e pr’ó coño)

Where there’s a will there’s a way , rebeubéu pardais ao ninho e nada menos que uma pensão digna de se ver de baixo para cima (excepto quando a correspondência entre intenção e desenredo escapa com odor a nitrato de titâneo da boca do 6.5ft tall R. Kuklinski . Caso para maior e honestíssimo calafrio. Não desfazendo a arrelia da calvície que me anda a converter a razão ao nervoso miudinho). Estou feito. Desta vez nem o torvelinho de emoções, salmos pueris e gender moral turpitude me safa.

radical morals

Ohne name.

hashashiyyin

Do you think of yourself as an assassin? Assassin?! [uttering some amusement] Sounds so exotic. [grins] I was just a murderer. Richard Kuklinski , best known as the (infamous) Iceman, answering a question by a certain Dr. Park Dietz. My comment? Almost on the spot, my friend . It is in fact exotic . Quite unlike the forensic shrink that so willingly studies your warped wits. He’s just a schmuck.